Países se reuniram de forma emergencial depois da captura de Maduro pelos EUA e não resultou em nada
A reunião extraordinária de ministros das Relações Exteriores no âmbito da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), entidade dominada por esquerdistas, foi encerrada no domingo, 4/1, sem uma declaração ou comunicado sintetizando uma posição comum dos 33 países do grupo sobre a situação da Venezuela. Como as deliberações são tomadas por consenso, não havia expectativa de uma nota conjunta sobre a captura de Nicolás Maduro após o encontro, de acordo com interlocutores do governo brasileiro.
O número de países que participaram ainda não foi divulgado, mas compareceram ao encontro virtual representantes das maiores economias da América do Sul e América Central. O ministro das Relações Exteriores da Argentina não participou, mas um funcionário do corpo diplomático do país esteve presente. A reunião durou aproximadamente 2 horas e foi realizada por videoconferência. Cada país manifestou a posição. O Brasil reiterou o posicionamento de apoio Maduro e contra o EUA. Contudo, o Governo Federal condenou Israel e não fez a mesma coisa com a invasão da Rússia à Ucrânia.
Lula disse que os bombardeios em território venezuelano e a captura de Maduro ultrapassam uma linha “inaceitável”. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também condenou a ofensiva. Ambos perderam as propostas de condenação de Donald Trump.
