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Diretor que estava no governo federal usando tornozeleira pede demissão

redacao by redacao
janeiro 10, 2026
in Política
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Diretor que estava no governo federal usando tornozeleira pede demissão

Foto: Reprodução

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Marcos de Brito é investigado por participar de esquema de desvio de dinheiro de aposentados. Ele usa tornozeleira eletrônica desde dezembro

O diretor de Finanças do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Marcos de Brito Campos Júnior, pediu demissão do cargo ao Ministério dos Transportes na sexta-feira, 9/1.

A medida, que ainda não foi oficializada, ocorre após a Coluna revelar que ele permanecia no cargo usando tornozeleira. Ele foi um dos alvos da PF (Polícia Federal) durante a última fase da Operação Sem Desconto, do dia 18 de dezembro de 2025.

Marcos é acusado de integrar um esquema de desvio de recursos de aposentados do INSS e, há 22 dias, cumpre as atividades usando tornozeleira eletrônica. Ele teria sido um dos servidores responsáveis por auxiliar Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, durante a gestão como superintendente do INSS no Nordeste.

A exoneração foi confirmada por servidores do Ministério dos Transportes. Segundo apurado pela Coluna, Marcos tem afirmado que pretende deixar a diretoria do Dnit para se dedicar integralmente à sua defesa. Com a exoneração, ele deverá abrir mão do salário de R$ 23 mil.

Segundo a Polícia Federal, o diretor financeiro do Dnit estaria entre “os agentes centrais da engrenagem criminosa”, atuando para viabilizar o fluxo de descontos associativos fraudulentos diretamente na folha de pagamento de aposentados.

A investigação aponta que passagens aéreas emitidas em nome de Marcos foram custeadas por uma empresa de fachada ligada a Careca. Além disso, mensagens obtidas pela PF indicam que ele teria recebido R$ 20 mil como pagamento pelos serviços prestados.

De acordo com a Polícia Federal, “o recebimento de valores por parte de Marcos Brito, sob determinação de Antônio Camilo, o insere entre os agentes centrais da engrenagem criminosa, sendo indispensável à obtenção, circulação e aproveitamento dos proveitos ilícitos”.

A PF chegou a pedir a prisão preventiva do servidor, mas a solicitação foi negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

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