De acordo com levantamento da PRF enviado à Tribuna da Bahia, foram registradas 20 autuações por dirigir sob efeito de bebida alcoólica nas rodovias federais baianas nos dois primeiros meses de 2026
Mesmo com a Lei Seca em vigor e fiscalização permanente nas rodovias federais, dirigir após consumir bebida alcoólica ainda representa um desafio nas estradas que cortam a Bahia. Dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal) apontam que, entre janeiro e fevereiro deste ano, houve queda expressiva nos indicadores relacionados à embriaguez ao volante no estado. As autuações por dirigir sob efeito de álcool reduziram cerca de 41% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as prisões pelo crime de embriaguez caíram 42% e os acidentes provocados por condutores alcoolizados tiveram redução de aproximadamente 41%.
De acordo com levantamento da PRF enviado à Tribuna da Bahia, foram registradas 20 autuações por dirigir sob efeito de bebida alcoólica nas rodovias federais baianas nos dois primeiros meses de 2026. No mesmo período do ano passado, o número havia sido de 34. Já as prisões por embriaguez ao volante passaram de 19, em janeiro e fevereiro de 2025, para 11 neste ano.
A redução também aparece nos registros de sinistros. Nos dois primeiros meses de 2026, foram contabilizados 21 acidentes nas rodovias federais da Bahia cuja causa principal foi a ingestão de álcool pelo condutor. No mesmo período de 2025, esse número havia chegado a 36 ocorrências.
Apesar da queda nos indicadores, o combate à embriaguez ao volante segue sendo uma das prioridades da Polícia Rodoviária Federal. À Tribuna, a inspetora Fernanda Maciel, porta-voz da PRF na Bahia, disse que a combinação entre álcool e direção continua representando um risco significativo para a segurança nas estradas. “O combate à condução de veículos sob efeito de bebida alcoólica ainda é um grande desafio para a Polícia Rodoviária Federal e segue como um dos principais focos da nossa fiscalização”, disse.
De acordo com a inspetora, a corporação reforça as ações especialmente em períodos festivos, quando há aumento do fluxo de veículos nas rodovias e maior consumo de bebidas alcoólicas. “Quando temos períodos festivos, que normalmente estão associados a um maior consumo de bebida alcoólica, fazemos um reforço específico da fiscalização voltado principalmente ao combate dessa conduta”, destacou.
Estratégias de fiscalização baseadas em análise de dados também têm sido utilizadas para direcionar melhor as operações nas rodovias federais. Segundo Fernanda Maciel, a PRF passou a analisar com mais precisão os registros de infrações e acidentes para identificar locais, dias e horários com maior incidência de comportamentos de risco. “Temos feito fiscalizações mais estratégicas, baseadas na análise de dados. Estamos sempre filtrando e analisando essas informações para entender onde essas infrações ocorrem com mais frequência e direcionar melhor nossas equipes”, afirmou.
Rodovias com maior ocorrência
De acordo com a PRF, as ocorrências envolvendo motoristas alcoolizados tendem a se concentrar em rodovias com maior fluxo de veículos. Entre os principais corredores viários que cortam o estado estão a BR-324, BR-101, BR-116 e BR-242, especialmente em trechos próximos a áreas urbanas. “Muitos motoristas dizem que beberam apenas uma latinha ou um copo de cerveja. Mas é importante deixar claro que a tolerância é zero. É proibido dirigir após consumir qualquer quantidade de bebida alcoólica”, alertou a inspetora.
Pela legislação brasileira, dirigir sob efeito de álcool é considerado infração gravíssima. Quando o teste do etilômetro detecta até 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, o motorista é autuado administrativamente. Se o resultado for igual ou superior a 0,34 miligrama, o caso passa a ser considerado crime de embriaguez ao volante, com detenção e encaminhamento do condutor à delegacia. “Se o condutor recusar o teste, mas apresentar sinais evidentes de embriaguez, o agente pode preencher o termo de constatação de sinais e ele pode ser preso pelo crime de embriaguez ao volante”, explicou Fernanda Maciel.
Fonte: Tribuna da Bahia
