Argentino marcou 60 gols em 152 jogos pelo Tricolor de Aço
Ídolo do Esporte Clube Bahia e lenda do futebol argentino, José Francisco Sanfilippo morreu aos 91 anos, em Buenos Aires, na quinta-feira, 4/6. A notícia foi lamentada pelo Tricolor de Aço, que prestou homenagem ao ex-atacante por meio das redes sociais.
Em nota, o Bahia lamentou:
“Com grande pesar, o Esquadrão lamenta o falecimento de um ídolo argentino. José Francisco Sanfilippo é o estrangeiro que mais jogou (152) e marcou gols (60) na história do Bahia, entre 1969 e 1971. O ex-atacante estava com 91 anos e é também o maior artilheiro da história do San Lorenzo, onde iniciou a carreira. Em 2015 sua família esteve em um treino do nosso clube, quando recebeu as devidas homenagens. No ano passado ganhou a Comenda de Mérito Esportivo do
. Nossa solidariedade a familiares e amigos. #NotaDePesar”
Antes de vestir a camisa do Bahia, Sanfilippo já havia marcado o nome na história do clube baiano. Atuando pelo San Lorenzo, o argentino foi um dos destaques da equipe que eliminou o Esquadrão de Aço na primeira edição da Copa Libertadores, em 1960.
Anos depois, em 1969, desembarcou em Salvador para defender as cores do Bahia e construiu uma trajetória memorável. Durante a passagem pelo clube, entre 1969 e 1971, marcou 60 gols em 152 partidas, conquistou dois Campeonatos Baianos e se tornou um dos maiores ídolos da história tricolor. O argentino é o estrangeiro com mais jogos disputados e mais gols marcados com a camisa azul, vermelha e branca.
A relação entre o ex-jogador e o clube permaneceu mesmo após o encerramento da carreira. Em 2015, aos 80 anos, ele visitou um treinamento do Bahia e recebeu homenagens da equipe. Já no ano passado, foi agraciado com a Comenda de Mérito Esportivo do Esporte Clube Bahia — Associação, em reconhecimento à sua contribuição para a história do clube.
Além do sucesso no futebol brasileiro, Sanfilippo também construiu uma carreira vitoriosa na Argentina. Considerado o maior artilheiro da história do San Lorenzo, conquistou a Copa América de 1956 com a seleção argentina, os Jogos Pan-Americanos de 1955 e ainda levantou três títulos do campeonato nacional defendendo o tradicional clube conhecido como ‘El Ciclón’.

