Com 48 seleções, ao menos um terço (18) sem nenhuma qualidade técnica, como em todas sempre houve, devemos ter alguma surpresa que desaparece 2 mundiais depois. Quantidade nunca foi qualidade, mas todos os olhos estarão voltados para Estados Unidos, México e Canadá pelos próximos 39 dias. E a Copa do Mundo de 2026 vai começar nesta quinta-feira, 11/6, em uma edição cheia de aberrações, novidades e polêmicas. Sobra ingresso em vários jogos, inclusive do Brasil.
O pontapé inicial será dado no Estádio Azteca, palco das finais de 1970 e 1986. Assim como em 2010, México e África do Sul entram em campo pela partida de abertura, às 16h (horário de Brasília). A expectativa é de casa cheia para o jogo, mas ainda há entradas disponíveis para outros jogos da fase de grupos.
De acordo com o jornal Financial Times, são 176 mil bilhetes disponíveis no portal de revenda oficial da Fifa, enquanto outros 15 mil ainda estão sendo comercializados diretamente pela plataforma de compra direta.
Para os brasileiros que sonham com o hexa, ainda há ingressos para as três partidas da fase de grupos. O preço, porém, é bastante salgado. Contra Marrocos e Haiti, as entradas disponíveis têm valor a partir de US$ 3,2 mil (R$ 16,6 mil) nas cidades de Nova Jersey e Miami, respectivamente.
Já para o embate contra o Haiti, na Filadélfia, os tickets disponíveis estão um pouco mais caros, com preços a partir de US$ 3,5 mil (R$ 18,1 mil).
Junto dos preços salgados, o Mundial também começa repleto de polêmicas. País com o maior número de cidades-sede e palco da final, os Estados Unidos têm dificultado o acesso de torcedores e até mesmo de profissionais ao País.
O principal alvo tem sido o Irã (que financia terrorrismo), com quem os norte-americanos vivem momento geopolítico conturbado. Mesmo com jogos em Los Angeles e Seattle, os iranianos estão usando Tijuana, no México, como base e acusam os Estados Unidos de terem negado vistos a membros da delegação.
Também há denúncia de que os torcedores iranianos tenham tido seus ingressos revogados às vésperas da Copa do Mundo, já com viagem marcada. Em outro caso marcante, o árbitro Omar Artan teve a entrada negada no país e foi obrigado a voltar para casa.
No que diz respeito às competições, essa Copa do Mundo acontece com novas regras e uma repaginação geral de regulamento. Depois de sete edições com 32 seleções, o Mundial deste ano terá 48 equipes, um recorde histórico, que não garante qualidade, mas dúvidas quanto a bons.
Com o aumento, o formato também mudou. A primeira fase continua sendo em grupos de quatro seleções, mas as chaves aumentaram de oito para 12. A competição também ganhou uma fase eliminatória a mais, com a presença de 32 times disputando a chamada ‘16 avos de final’.
Agora, não são apenas os dois melhores de cada grupo que avançam a fase eliminatória seguinte. Os oito melhores terceiros colocados também conquistam a classificação e mantém vivo o sonho do título mundial. Imagine, se avança 2 em cada 4, agora serão mais 8 dos 12 grupos.
Fonte: Terra

