Em maio, a Polícia Civil encontrou no apartamento uma caixa com o nome da influenciadora
O Ministério Público de São Paulo encontrou uma foto que Deolane Bezerra tirou na sacada de um imóvel ligado a Everton de Souza, vulgo ‘Player’, apontado como operador financeiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). Nesta semana, a influenciadora, Player, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outras quatro pessoas se tornaram réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital.
A reportagem tentou contato com a defesa da influenciadora, mas não teve retorno até o momento. Mas na semana passada, os advogados dela afirmaram que “Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo“.
Conforme a denúncia obtida pelo Terra e divulgada anteriormente, no apartamento localizado no bairro Anália Franco, em São Paulo, a Polícia Civil encontrou uma caixa com dinheiro em espécie, cuja também tinha gravado “Dra Deolane’, com a frase ‘o justo não se justifica’.
Inicialmente, foi divulgado que a quantia dentro da caixa era de cerca de R$ 50 mil, no entanto, o valor foi contado e, na verdade, estavam guardados R$ 7.800. Foi após a operação que prendeu a influenciadora, no dia 21 de maio, que o MP constatou que se tratava do endereço em que ela posou para uma foto, postada no Instagram em 9 de janeiro de 2019.
Vínculo entre Deolane e Player
No documento, a Promotoria aponta a vista, incluindo a de um imóvel, que comprovam que se trata do mesmo local. Além da evidência visual, a investigação constatou que a conta de energia do imóvel está em nome do padrasto de Deolane. Outro fator que comprovaria o vínculo direto entre a advogada e Player seriam e-mails trocados entre eles sobre a abertura de empresas, também investigadas no caso.
Segundo a decisão da Justiça, Deolane atuava como “receptora de valores ilícitos”, vindos de uma transportadora de fachada que serviu de base para os esquemas em benefício do PCC. A investigação aponta que ela recebia depósitos em uma conta, oriundos dessa empresa, a mando de Everton de Souza, vulgo ‘Player’, apontado como operador financeiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Fonte: Terra
