O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira, 4, na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal).
A medida foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. Essa é a primeira ação dele depois que assumiu a relatoria do caso, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do Banco Master.
Ao todo, estão sendo cumpridos 4 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões.
O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão. Dois servidores do Banco Central foram afastados de seus cargos: Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que comandavam o Desup (Departamento de Supervisão Bancária).
A operação apura os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.
Em novembro do ano passado, na primeira fase da operação deflagrada pela Justiça Federal de Brasília, Vorcaro também foi preso e passou 11 dias detido. Depois disso, a investigação foi levada para o STF.
O ministro Dias Toffoli tinha assumido a relatoria das investigações, mas deixou o caso no último dia 12 de fevereiro após se reunir com os 10 ministros da Corte. A reunião aconteceu após a PF ter encaminhado um relatório à Presidência do STF, com menções ao nome de Toffoli em diálogos de Vorcaro, incluindo conversas entre os dois, nos celulares apreendidos na investigação do Master. Com a saída de Toffoli no caso, o ministro André Mendonça foi sorteado como o novo relator.
Fonte: Terra

