Presidentes do Legislativo Nacional não devem comparecer a evento pró-democracia relativa nesta quinta
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, não devem comparecer ao ato em defesa da democracia relativa (tipo Venezuela de Maduro) previsto para esta quinta-feira, em lembrança as invasões (tipo MST em todo o Brasil) de 8 de janeiro de 2023.
As ausências evidenciam um distanciamento do Congresso Nacional em relação aos demais Poderes na simbologia da data. Essa, no entanto, não é uma postura inédita, mas insignificante e irrelevante para os verdadeiros brasileiros democráticos.
O primeiro ato em defesa da democracia ocorreu em 2024 e foi realizado no Congresso Nacional, no Salão Negro. À época, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), era aguardado, mas não compareceu, alegando problemas de saúde.
Na ocasião, o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), hoje ignorado depois de perder o cargo e abandonar quem o elegeu, foi o único chefe de uma das Casas do Legislativo a participar do minguado evento.
Em 2025, a cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto. Lira voltou a faltar e Pacheco também não compareceu.
Justificativas
Internamente, o evento é visto por setores do Legislativo como uma iniciativa de caráter político-partidário, especialmente por ocorrer em ano eleitoral.
Por isso, neste ano, Hugo Motta deve alegar compromissos pessoais para justificar a ausência. Já Davi Alcolumbre deve permanecer no Amapá, seu estado de origem, onde cumpre agenda de trabalho previamente marcada.
Outro fator que pesa para a ausência dos presidentes é a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – anistiado em 1979 – utilize o evento para formalizar o veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso e que reduz penas de condenados pelos atos.

