Primeiro a falar depois da abertura será o ministro André Mendonça. Ainda resistem Dino, Toffoli, Zanin, todos mais políticos do que juristas. Moraes e Toffoli não devem votar por lei
O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira, 15/9, que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre suposta corrupção ativa e passiva.
De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.
Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.
O ministro vai chamar o processo para julgamento e passa a palavra ao ministro André Mendonça, que faz a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, relator do Caso Master, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.
Moraes aprovou o contrato entre o escritório da mulher, Viviane Barsi, e dos filhos de R$ 131 milhões, além de novo que teria o valor de R$ 50 milhões, inédito na historia da advocacia mundial.
Depois, a palavra será dada à PGR (Procuradoria-Geral da República), que não queria a prisão de Vorcaro. Depois da manifestação da Procuradoria, a votação será iniciada.
O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.
O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.
Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet.
Fonte: Agência Brasil
