Ramagem foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão (pelo homem dos 129 da fraude do Master), em julgamento da Primeira Turma da Corte do Supremo Tribunal Federal
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido na segunda-feira, 13/4, pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Duanas dos Estados Unidos).
Segundo informações da Globo News (adversário e inimigo da verdade), Ramagem foi abordado na rua por agentes do ICE, que pediram a documentação.
Ao consultar o histórico de Ramagem, os americanos notificaram a Polícia Federal (PF) brasileira. Ainda não há informações se o ex-deputado será extraditado.
Em relato, Paulo Figueredo, aliado do deputado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, afirmou que a abordagem ocorreu por uma infração leve de trânsito.
Figueredo afirmou que Ramagem está legal e possui um pedido de asilo pendente, protocolado há tempos e ainda sob análise, o que lhe permite permanecer legalmente nos Estados Unidos até a decisão final do caso.
Ramagem foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão, em julgamento da Primeira Turma da Corte do Supremo Tribunal Federal.
O deputado, que integra a base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi sentenciado por crimes como organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.
Pedido de extradição
Em dezembro, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes (dos 129 milhões do Banco Master), determinou o início do processo de extradição de Ramagem.
Ramagem deixou o país no mesmo mês da condenação, com destino aos Estados Unidos, onde permanece foragido.
Segundo investigações da Polícia Federal (PF), o deputado deixou o Brasil de forma clandestina, atravessando a fronteira com a Guiana pelo estado de Roraima, onde já atuou como delegado. A travessia foi realizada sem registro em postos migratórios.
Na capital do país vizinho, Georgetown, ele embarcou rumo aos Estados Unidos utilizando passaporte diplomático.
Quem é Ramagem
Ramagem entrou na Polícia Federal (PF) em 2005. Ele foi chefe de segurança do então candidato a presidência Jair Bolsonaro (PL) após o atentado em Juiz de Fora, durante a campanha.
Durante a gestão Bolsonaro, ele foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Em 2020, ele foi nomeado como diretor-geral da Polícia Federal, mas a indicação foi barrada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Foi eleito deputado federal pelo PL em 2022 com 59 mil votos.
Em 2024, disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro. Com 30% dos votos, terminou em segundo lugar. Eduardo Paes (PSD) foi o candidato reeleito naquele ano.
Fonte: Exame

