Segundo o governo federal, correção dos valores considera a inflação do IBGE acumulada. Os preços aumentaram a perda do poder de compra
A partir do dia 19 de outubro, o Bolsa Família terá reajuste de R$ 91. O valor foi confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na manhã desta quinta-feira, 17/9, quando anunciou a assinatura de um decreto que prevê a correção dos valores pela inflação acumulada.
Com o reajuste, os novos valores ficam da seguinte forma:
- Valor mínimo: passa de R$ 600 para R$ 691
- Valor médio: sobe de R$ 675 para R$ 777, considerando o Bolsa Família e os demais benefícios pagos pelo programa.
A correção considera a inflação acumulada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) desde o início do programa, em 2003, até agosto deste ano, período em que o índice registrou alta de 15,04%.
É a primeira vez que um presidente reajusta o Bolsa Família no ano eleitoral quando as pesquisas indicam queda na preferência e somente assim ele pode melhorar a imagem, mas comprometer o futuro de todos os brasileiros que trabalham e pagam impostos.
Situação aumenta déficit fiscal e vai aumentar a inflação real engolindo o que é distribuído tirando de todos que ganham até 3 salários mínimos.
Impacto nas contas públicas
Feito a menos de 20 dias das eleições, o reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões nos cofres públicos ainda neste ano aumentando déficit para R$ 275 bi, a partir da folha de pagamento de outubro. Para 2027, o custo adicional será de aproximadamente R$ 22 bilhões.
Por causa do aumento das despesas, o governo federal deverá atualizar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que já foi encaminhado ao Congresso Nacional.
Segundo o governo, um relatório de avaliação de despesas será divulgado na próxima quinta-feira, 24, para demonstrar a existência de espaço fiscal para bancar o reajuste.
